sexta-feira, 27 de novembro de 2009


Abri os olhos bem pouquinho. O quarto estava fracamente iluminado pela luz difusa que vinha do monitor do notebook. A noite estava fresca, as gotas de chuva tamborilavam na janela de vidro. Eu não fazia ideia de que horas eram e levou uns segundos pra perceber o que acontecia. Eu não entendi de cara o que era aquilo dentro do meu peito, uma fagulha na escuridão, um sopro de frescor num dia abafado, algo novo que de cara eu não reconheci. Eu me virei na cama, incomodada com aquela sensação nova que cismava em fazer o canto dos meus lábios virarem pra cima sem motivo nenhum. Era como se algo estivesse mudando, como se de repente o mundo parecesse mais colorido. E então meus olhos se focalizaram e eu vi que não era sem motivo. Eu sorri e foi recíproco.

A dor


Não! Isso não pode estar acontecendo. Meus joelhos cederam e eu caí com eles no chão. Minha cabeça se pôs entre as palmas de minha mãos. As lágrima corriam feito um rio pelo meu rosto ardente. Era difícil respirar, parecia que uma bigorna pressionava meu peio impedindo que o ar circulasse. Isso não podia estar acontecendo comigo. Eu lutava entre gemidos e soluços pra fazer o ar entrar e sair. Não havia posição para meu corpo. Eu não conseguia me levantar, então me joguei de lado e caí deitada no chão, encolhida como um feto. Eu não conseguia raciocinar, tão grande era a dor. A única coisa que eu pensava era: “Tire isso de mim, me leve embora, eu não quero mais viver, não posso aguentar! Me deixe morrer, por favor. Faça meu coração parar de bater.” Como pode ser tão grande essa dor e meu coração ainda assim bater? Eu sentia que ele lutava para permanecer assim, lutava contra a minha vontade. “Me deixe morrer, por favor, tire essa dor de mim.” Eu ouvia vozes ao meu redor, mas nada do que falavam fazia sentido algum. Tentavam me puxar pelo braço, me tirar do chão frio, mas eu não queria, eu não podia. Tudo que eu sempre quis, tudo na minha vida, estava acabado. A razão pela qual meus dia passavam não existia mais. Eu senti alguém levantar a minha cabeça e enfiar um comprimido pela minha boca, garganta a baixo. Em alguns minutos meus olhos começaram a pesar, minha mente já não pensava, eu me perguntei se era assim que se morria. Torci pra que fosse, enquanto todo o resto desaparecia por de trás das minhas pálpebras.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Desacomodar-se é preciso.




Há muito tempo eu vinha pensando em fazer um blog, mas sempre tinha alguma coisa que me desanimava. Eu pensava, blog tem cara de "meu querido diário" (e eu não era a única com esse conceito), e aliás, quem é que lê blogs além de mim?
Pra minha surpresa, eu descobri que muita gente. É verdade que a maioria das pessoas ficam na internet por outros motivos, orkut, fotolog e afins, pesquisas e etc...Mas então eu pensei: Eu não quero um blog só pra ser famosa, ou pra ter 1 milhão de visita diárias, ou pra escrever o que eu fiz no meu dia, tipo:"hj eu fui na faculdade, tive uma prova muito chata de oclusão, estou morta, vou dormir". Eu quero um blog pq essa vontade de escrever não cabe mais dentro de mim, eu preciso despeja-la em algum lugar! Se as pessoas visitarem, lerem, gostarem, isso é consequência.
Eu tenho taaantas ideias, projetos que eu não coloco em prática por comodismo, e isso é tão frustrante. É preciso sair da mesmice, começar, ousar, mudar, ser diferente. Isso é que vai fazer de vc único e especial.
Portanto, cá estou eu, começando do nada, sem entender nada de html, templates e coisas do tipo, mas com a cara e a coragem, pronta pro que der e vier. Bem vindos ao meu mundo, (fiquem a vontade, mais tarde eu volto pq daqui a pouco eu tenho uma prova super chata de oclusão e ainda tenho q estudar. Desculpa, n resisti! ;D)

quarta-feira, 26 de setembro de 2007